17/06/2013

Luiz Pitiman passa voando baixo

   “O Pitiman continua dando trabalho ao governo”, frase mais ouvida na modorrenta sexta-feira, 14, tanto por jornalistas quanto por lideranças dos mais variados partidos, principalmente da base do governador Agnelo Queiroz. A cada investida do “alemão” — como o deputado tem sido chamado nas hostes governistas e também pelos pemedebistas — contra o GDF, mais o nome dele aparece como possível pré-candidato ao governo. Calculada ou não, Pitiman resumiu seu projeto político a uma frase: “Estou no jogo, mas no banco de reservas. Pronto para jogar, basta ser convocado”.

Trata-se apenas de uma frase futebolística, mas ilustrativa quando se olha mais de perto. Ele já recebeu convites para migrar para outras legendas, no entanto, pelo mapa das circunstâncias, os caminhos mais adequados são PSD ou PSDB. O presidente do PSD, Rogério Rosso, já teve algumas conversas com o “alemão”, mas ele prefere aguardar os acontecimentos para se definir. Assim como o PSDB, tanto com o presidenciável senador Aécio Neves e o governador goiano Marconi Perillo, a resposta foi mais ou menos parecida: esperar os movimentos do PMDB.
 
Enquanto esta definição não chega, Pitiman continua voando baixo, de quando em vez faz rasantes no telhado de Agnelo, como na quinta-feira, 13, quando 8 dos 11 parlamentares da bancada do Distrito Federal assinaram ofícios endereçados ao governador, secretário de Transportes, Tribunal de Contas e Procuradoria-geral, “pedindo esclarecimentos e providências sobre suposta fraude no processo de licitação para renovação da frota de ônibus”, conforme noticiou o jornalista Cláudio Humberto em sua coluna.

 De acordo com a nota, “Relatório do Ministério Público do DF e Territórios apontou supostas irregularidades e advertiu para risco de formação de oligopólio no serviço, cujas empresas licitantes Viação Pioneira Ltda (vencedora da bacia 2) e a Viação Piracicabana Ltda (licitante da bacia 1) fazem parte do mesmo grupo societário”.
 
Mais do que marcar presença política, Pitiman delimita o território aonde vai lutar e escolhe Agnelo como o adversário. Com isso, ele capta o sentimento das ruas em relação ao governo. Se é uma boa estratégia pode haver controvérsias, mas por enquanto tem dado certo. Vide os espaços generosos na mídia. O “alemão” sabe que neste serpentário político não tem espaço para ingênuos. A sobrevivência depende do número de aliados que se arrebanha e ele está juntando muitos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

MAIS NOTÍCIAS