03/06/2013

Xadrez político

Novas jogadas continuam a movimentar o xadrez político pela disputa ao Palácio do Buriti em 2014.Conforme escrevi no meu último artigo, pelo menos duas candidaturas estão postas no tabuleiro: a do atual governador Agnelo Queiroz (PT), candidato à reeleição, e a do senador Rodrigo Rollemberg (PSB).

Mas muitos outros nomes despontam nos bastidores e nas pesquisas. A novidade em meio a tantas incertezas diz respeito a uma possível ruptura entre PT e PMDB. Caso isso realmente ocorra, a briga pelo comando do Distrito Federal poderá ficar ainda mais acirrada.

À primeira vista, pelos menos duas análises podem ser feitas. A mais evidente é a de que as especulações em torno de uma candidatura própria peemedebista enfraquecem o governo. 

Se a própria base de sustentação cogita um rompimento, pode-se supor uma divisão de poder e se expõe possíveis falhas de gestão. O eleitor enxerga esse desgaste. Com isso, cresce a desconfiança da população em relação à administração atual. 

A segunda observação também é clara: o vice-governador Tadeu Filippelli é um nome forte e sua candidatura ao Governo do DF embaralha ainda mais o jogo da sucessão. Com Agnelo, Rollemberg e Filippelli na briga, o cenário fica mais aberto para o surgimento de um outro nome.

Especula-se que Filippelli seria capaz de reunir os discípulos de Arruda e Roriz, mas no momento em que todos se colocam como candidatos nada está definido. Observamos em pleitos recentes a construção de candidaturas de pessoas que sabem fazer política de uma forma diferente. 

 Foram bem-sucedidas aquelas que de fato simbolizavam mudanças e capacidade de executá-las. O eleitor não quer o novo pelo novo, deseja a renovação séria, movida por ética, trabalho e competência. Quem conseguir simbolizar uma renovação de fato, sairá com vantagem. Nada está definido. Vai se consolidar quem souber interpretar os verdadeiros anseios da sociedade.

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