28/12/2015

Brasil exporta mais carne

Em 2014, as vendas externas de carne alcançaram a cifra de US$ 7,2 bilhões, maior valor já registrado na história, com expectativa de números ainda maiores ao final deste ano

A carne bovina brasileira é, sem dúvida, uma das melhores (para alguns, a melhor) do mundo, tanto que ela se tornou símbolo da nossa cultura, junto da cachaça e da feijoada, por exemplo. Nosso produto tem grande inserção no cenário internacional, sendo um importante item de exportação do país e tendo atingido recordes memoráveis ao longo dos anos. Em 2014, as vendas externas de carne alcançaram a cifra de US$ 7,2 bilhões, maior valor já registrado na história, com expectativa de números ainda maiores ao final deste ano. Os dados são da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne (Abiec), que também revela que, somente no último mês de outubro, o Brasil registrou o maior crescimento em exportações em 2015, faturando US$ 557 milhões e embarcando 138,7 mil toneladas.

Esse cenário de boas perspectivas, que deve se manter em 2016, é impulsionado, ainda, pela reabertura de importantes mercados consumidores, como a China, o Irã, o Egito, o Japão, a Arábia Saudita e os Estados Unidos. O Brasil vem conseguindo, gradualmente, retirar os embargos impostos por esses países ao produto desde 2012, após um caso isolado de encefalopatia espongiforme, vulgarmente conhecida como vaca louca, registrado no Paraná. Hoje, com os riscos de epidemia descartados e demonstrando para o mercado a excelente qualidade da carne brasileira, o país busca novamente estreitar as relações comerciais com importantes players do setor. A China é um grande exemplo. O gigante asiático, antes do fim do bloqueio, só tinha como porta de entrada para a carne brasileira a ilha de Hong Kong – região administrativa especial que possui elevado grau de autonomia –, que já figurava em primeiro lugar na lista dos importadores da nossa carne, seguida pela Rússia e União Europeia. Agora, com a retomada das vendas para todo o território, a expectativa é de incrementos significativos nas exportações para a China, segunda maior economia do mundo. Soma-se às boas estimativas de negociação o perfil de consumo dos chineses, que preferem importar carnes consideradas menos nobres, os chamados “miúdos”, como vísceras, língua, testículos, intestino, entre outros. Essa grande demanda faz com que essas partes, que não são aproveitadas por grande parcela do mercado interno brasileiro, encontrem um comércio consumidor cada vez mais promissor para além do Atlântico. Além da retomada do comércio com importantes compradores, outro fator que tem influenciado a alta das exportações da carne é o cenário cambial. Com o dólar atingindo patamares elevados, a carne in natura tupiniquim ficou mais competitiva, disputando mercado com nações como a Austrália, um dos nossos principais concorrentes. Nesse sentido, o Brasil encontra cada vez mais espaço no contexto internacional, e, em paralelo, as empresas nacionais procuram investir maciçamente em mão de obra qualificada, na produção e na modernização dos seus processos para atender à crescente demanda externa.

Com esse grande potencial de mercado e índices positivos, acreditamos em boas projeções para 2016. Reforçando esse panorama, a Abiec prevê, ainda, que o Brasil, em cinco anos, se torne o maior produtor mundial de carne bovina, superando os Estados Unidos. Essa marca poderá ser alcançada, em parte, graças aos investimentos em tecnologia que estão sendo feitos pela bovinocultura para aumentar a produção no país e pelas nossas reconhecidas condições sanitárias, bem como pela qualidade do nosso produto, principal fator que faz com que a nossa carne seja umas das preferidas em todo o mundo.

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