18/01/2016

Polícia Civil prende funcionário do Metrô-DF que fraudava catraca da Estação Águas Claras

O homem era o supervisor-chefe da unidade havia dois anos. Os passageiros não tinham prejuízo. Caso foi apresentado pelo delegado Wenderson Souza e Teles
O delegado-adjunto da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos (DRF), Wenderson Souza e Teles

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu na noite dessa sexta-feira (15), em flagrante, um funcionário concursado da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF). Ele fraudava uma das catracas da Estação Águas Claras para roubar o valor dos bilhetes.

De acordo com o delegado-adjunto da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos (DRF), Wenderson Souza e Teles, o homem, que era o supervisor-chefe da estação, instalava na catraca um aparelho capaz de adulterar a carga para depois revender os bilhetes. Na prática, não ocorria o débito do valor quando o passageiro inseria o cartão. Na operação, o usuário não tinha prejuízo.

"Após várias passagens, ele recolhia esses cartões que não estavam descarregados e os revendia", explicou Teles. A suspeita de fraude foi detectada pelo sistema de controle do Metrô-DF em 4 de janeiro, a partir das imagens das câmeras de segurança e do levantamento da quantidade de pessoas que usaram a estação em relação ao número de vendas creditadas no mesmo período.

O chefe de departamento de operação do Metrô-DF, Victor Mafra, explicou que essa é a primeira vez que isso ocorre na companhia. "A partir de identificada uma possível fraude, começamos analisar algumas imagens e, com o auxílio da Polícia Civil, detectamos o golpe."

O homem, que já foi afastado de suas funções, é funcionário do Metrô-DF há 10 anos, mas ocupava o cargo de supervisor em Águas Claras havia dois. Ele é concursado de nível médio e recebia R$ 8 mil mensais.

Ainda não se sabe o quanto faturou com o crime, mas, no momento do flagrante, estava com R$ 1,2 mil. A estimativa é de que tenha fraudado, durante oito dias de golpe detectados, 250 cartões diariamente. Ele é réu primário e está em audiência em custódia — quando aguarda a decisão de um juiz para ter a possibilidade responder às acusações em liberdade.

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