12/10/2016

Projeto do PMDB é lancar Maguito ou Daniel Vilela para governo

Apesar dos salamaleques públicos, as relações entre os grupos de Maguito Vilela, do PMDB, e de Ronaldo Caiado, do DEM, não são lá muito boas

Daniel, Maguito e Caiado
Maguito Vilela costuma dizer que, se tiverem juízo, o deputado federal Daniel Vilela, seu filho, e o senador Ronaldo Caiado, do DEM, se unirão para a disputa de 2018. A fala pública, para agradar e não desagradar, é enganosa. Não que Maguito Vilela esteja mentindo para as pessoas. Não está. Está, tão-somente, fazendo política. A leitura da fala de um político deve ser aferida mais no subtexto do que no texto.

Na verdade, Maguito Vilela, uma raposa política das mais espertas, trabalha com dois e não três cenários. Primeiro, com a candidatura de Daniel Vilela para governador, como elemento da renovação. O presidente do PMDB seria apesentando, ainda que não com as palavras a seguir, como “o novo Marconi Perillo” ou “o Marconi peemedebista”. Segundo, se o garoto não emplacar, o próprio Maguito Vilela seria o postulante ao governo. O terceiro cenário, o apoio a Ronaldo Caiado, não está nas cogitações verdadeiras da dupla Maguito Vilela e Daniel Vilela. O que o vilelismo quer, e não mais do que isto, é que Ronaldo Caiado apoie a candidatura de Daniel Vilela, ou de Maguito Vilela, para o governo do Estado em 2018.

O vilelismo defende a tese, ao menos nos bastidores, de que, como Marconi Perillo não poderá ser candidato a governador em 2018, ficará menos complicado derrotar seu candidato ao governo, possivelmente José Eliton. Em 2022, o vilelismo teme ter pela frente, mais uma vez, o experimentado e, até agora, invencível tucano. Daí que vai jogar todas as suas forças políticas e energias individuais na disputa de 2018.

Ronaldo Caiado, que também é uma raposa, decerto não crê em salamaleques públicos, mais utilizados para agradar militâncias e contentar egos.

Detalhe: o vilelismo aposta numa aliança mais com Antônio Gomide, ex-prefeito de Anápolis, do que com Ronaldo Caiado. Observe-se que, com toda crise do PT, Daniel Vilela retirou seu candidato a prefeito em Anápolis, o vereador e empresário Eli Rosa, e o colocou como vice do candidato do PT a prefeito, João Gomes.

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