02/01/2017

Roda de Conversa valorizou diálogo e atendeu a demandas da comunidade em 2016

Canal de comunicação presencial do governo com a população está garantido em 2017. O assentamento da agricultora Uilma de Fátima, em Planaltina, teve cinco tratores cedidos para preparar a terra para o plantio de feijão

Em junho, mais de 400 moradores do Itapoã participaram da Roda de Conversa com o governador Rollemberg. Foto: Andre Borges.
Depois de nove edições (seis só no ano passado), a Roda de Conversa demonstrou ser útil ao interesse público e teve sua agenda garantida para 2017. Canal de diálogo direto do governo com a comunidade, o projeto resultou em soluções práticas para problemas urbanos e em benefícios para o cotidiano das famílias.

Em 2016, a iniciativa percorreu as regiões de São Sebastião, Águas Claras, Brazlândia, Riacho Fundo II, Planaltina e Núcleo Bandeirante, nas quais foi registrada a participação de 3.950 pessoas. Os moradores apontaram suas prioridades diretamente ao governador Rodrigo Rollemberg e sua equipe.

O elenco de realizações decorrentes do Roda de Conversa foi variado. Ruas e becos violentos, por exemplo, ganharam iluminação pública. Tratores e insumos chegaram a quem pediu apoio agrícola. Parques e estruturas de lazer foram revitalizados em áreas carentes de cultura e diversão.

Antes de cada edição, a comunidade recebeu a visita de uma força-tarefa de conservação e manutenção, que entrou em campo com poda de árvores, limpeza de bocas de lobo e operação tapa-buraco. A ideia do governo de Brasília é continuar valorizando esse processo de consulta popular nas regiões administrativas.


As próprias comunidades apontam suas demandas prioritárias

No assentamento Oziel Alves III, de Planaltina, os moradores foram atendidos pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural com cinco tratores, que deixaram a terra pronta para o plantio. A própria comunidade indicou essa como uma de suas demandas prioritárias.
"Se não fosse a ajuda do governo, nós não teríamos como plantar"Uilma de Fátima Pereira Oliveira, vice-presidente da Apracoa

Uilma de Fátima Pereira Oliveira, de 50 anos, vice-presidente da Associação dos Produtores Rurais e Artesanais Oziel Alves III Pipiripau (Apracoa), não tem dúvida da relevância do projeto. “Se não fosse a ajuda do governo, nós não teríamos como plantar. Se a terra estiver arada, pronta para receber a semente, a gente vai atrás do produto,” ressalta.
A produtora Uilma de Fátima Pereira Oliveira, de 50 anos, foi um dos agricultores de Planaltina atendidos com o preparo da terra para o plantio. Foto: Dênio Simões.

Além de arar a terra, a equipe da secretaria também fez o transporte de 110 toneladas de calcário para o assentamento, que tem hoje 168 famílias de agricultores.
Iluminação reduz criminalidade em locais escuros de Buritis III

Planaltina também recebeu a rede iluminação pública em Buritis III, uma das áreas mais carentes da região, com um alto índice de criminalidade. O presidente da Organização de Ação Social, Esporte e Cultura do Buritis III, Rogério Vieira, solicitou a providência para as áreas verdes e becos do bairro durante a edição de agosto da Roda de Conversa.

A medida, segundo ele, contribuiu para a redução da violência. “O governo colocou iluminação em dois becos onde aconteceram quatro homicídios”, relata. Segundo o líder, a luta se arrastava há mais de dez anos. “Já havíamos pedido a várias outras gestões e não tínhamos conseguido”, lamenta.

Quem anda pelos becos sente a diferença, diz Rogério. Os vizinhos, que antes emprestavam iluminação para as vielas, também ficaram contentes por não precisarem mais fazer gambiarra. “As pessoas estão andando com mais tranquilidade”, comemora.
Parque do Núcleo Bandeirante ganha revitalização

O Núcleo Bandeirante ganhou a reforma de piscinas, banheiros e churrasqueiras do Parque Bandeirante. Também teve a iluminação trocada, o que permitiu a promoção de atividades noturnas. Hoje o espaço conta com aulas de futsal, zumba, voleibol e natação.
"Quando você tem um espaço de lazer, a qualidade de vida aumenta"Fernanda Cabral, empresária

A providência agradou a empresária Fernanda Cabral, aluna de natação. “Quando você tem um espaço de lazer, a qualidade de vida aumenta.” Antes, ela não frequentava parques, pois achava longe sair da região, onde mora há oito anos.

Ela conta que suas amigas, moradoras da região, utilizam o local também para caminhadas ou piqueniques. “A Roda de Conversa é boa para diminuir o tempo da comunicação entre comunidade e governo”, destaca.
Demanda na Roda de Conversa foi motivação para a reforma da piscina do parque do Núcleo Bandeirante, que incentivou a empresária Fernanda Cabral a utilizar o espaço. Foto: Gabriel Jabur.

Em 2015, o projeto passou por Candangolândia, Recanto das Emas e Itapoã, que recebeu a pista de atletismo com 400 metros para treino de 80 jovens. O local, próximo à Quadra 34 do Paranoá, agora conta com uma pista de asfalto com sete raias, pista de brita e caixa de areia.

Antes, o terreno era usado para transbordo de lixo e entulho. O professor de educação física Gilvan Ferreira dos Santos, idealizador de projeto social que incentiva a prática do atletismo na região, foi o responsável por levantar essa demanda na edição que aconteceu em Itapoã.

Para o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, a Roda de Conversa é um instrumento permanente de interação e aproximação entre governo e sociedade. “É a oportunidade de ouvir a população, com reivindicações e sugestões que aprimoram o trabalho do governo”, enfatiza.
"É a oportunidade de ouvir a população, com reivindicações e sugestões que aprimoram o trabalho do governo"Rodrigo Rollemberg, governador de Brasília

A ideia do chefe do Executivo é manter valorizado o projeto em 2017, com intervalos de 60 dias entre um encontro e outro.
Passo a passo da Roda de Conversa

O projeto não consiste apenas em abrir um canal de encontro de comunidades com o governador. Existe toda uma preparação antes, e o acompanhamento, depois do evento, das ações pactuadas.

Segundo Adriana Caitano, subchefe de Interação Social, da Comunicação Institucional e Interação Social, da Governadoria, a preparação da Roda de Conversa dura em média um mês. “Primeiro a nossa equipe precisa entender a cidade, conversar com a administração regional, com a população, com lideranças, para sentir qual é a realidade daquela região”, explica.

Primeiro, segundo ela, são listadas prioridades apontadas por administradores, lideranças e a comunidade. Depois acontece uma reunião com os gestores dos órgãos do governo envolvidos nos temas levantados, como secretarias e empresas públicas, para debater as possíveis soluções das demandas.

Paralelamente a esse processo, uma força-tarefa de conservação e manutenção entra em campo com poda de árvores, limpeza de bocas de lobo e operação tapa-buraco na região agendada para a edição seguinte do projeto. Após o evento, as demandas dos moradores são catalogadas e encaminhadas aos órgãos responsáveis.

Essa mesma equipe faz o acompanhamento dos pleitos acertados para garantir que sejam cumpridos. “Com todo esse processo, o intuito é garantir que seja eficaz o canal de diálogo aberto com a população”, resume Adriana.

Novidade tecnológica

A Roda de Conversa teve uma novidade tecnológica em 2016. Nas últimas três edições, as pessoas puderam se cadastrar para receber informações do governo por meio do aplicativo WhatsApp.

Com essa licença de transmissão, os internautas recebem informes de utilidade pública e de serviços do governo. Isso inclui, por exemplo, inscrições para Centros de Línguas (CILs) e notificações sobre a agenda de inaugurações.

A proposta é ampliar para todas as regiões administrativas esse novo canal de comunicação.

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