17/07/2018

Campanha de Caiado “não é contra Marconi”, diz Ernesto Roller. “Não é contra a pessoa, é contra a prática”

O prefeito de Formosa, Ernesto Roller, um dos dissidentes do MDB que apoiam a pré-candidatura do senador Ronaldo Caiado (DEM) ao governo, disse à Sagres 730 nesta sexta, 13, que não vê a eleição deste ano em Goiás como plebiscitária, com os quatro governos de Marconi Perillo (PSDB) em julgamento. E negou que este seja o foco principal do democrata

“A eleição não é apenas sobre realizações de governo”, afirmou. “Não é contra Marconi Perillo”, insistiu, “não é contra a pessoa, é contra a prática”. Para ele, o quesito moral - se o candidato é investigado, se diz uma coisa e faz outra - estará mais em foco na campanha. E é neste ponto, avalia, que Caiado ganha força.

Para Ernesto, o Estado passa por uma transformação grande, o que explica decisões como a sua lá atrás, de deixar a base, e agora, de Lincoln Tejota (PROS), anunciado nesta quinta, 12, como vice de Caiado. “Assistimos a uma reformatação da política de Goiás”, falou.

O prefeito contou que Tejota, no dia em que selou a aliança com Caiado, tomou café da manhã com o pré-candidato emedebista, o deputado federal Daniel Vilela. O fato, segundo ele, foi relatado pelo próprio Tejota, e acabou citado na entrevista à Sagres como resposta ao discurso, feito por lideranças do MDB, de que a chapa de Caiado é ‘marconista’.

A crítica tem como alvo Wilder, Tejota e o próprio Caiado, todos três ex-integrantes do chamado ‘tempo novo’. Ernesto chegou a creditar a Daniel declaração nesse sentido, embora Daniel não tenha falado publicamente sobre o assunto.

Como criticar a conquista de um ‘marconista’, se o apoio deste mesmo ‘marconista’ era buscado com nos bastidores?, questionou o prefeito. E acrescentou: “Porque eu estive na base não quer dizer que sou marconista. Senão poderíamos dizer que Maguito era da ditadura (militar) porque já foi da Arena.” A referência foi feita com endereço certo: o pai de Daniel, ex-governador Maguito Vilela, hoje no MDB.

“A verdade é que todos estão acuando o golpe, um golpe inteligente, de uma ação inteligente”, observou ele, sobre as reações do MDB e do governo ao anúncio da chapa fechada de Caiado - que inclui Jorge Kajuru (PRP) e Wilder Morais (DEM) para o Senado. “Estão passando recibo sobre algo que todos eles queriam”, resumiu.

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