08/08/2019

Promessas de campanha descumpridas motivam debate

Veras contou que arquivou todas os pronunciamentos e entrevistas do então candidato Ibaneis, pois "previa o descumprimento de diversas promessas"

O paralelo traçado pelo deputado Reginaldo Veras (PDT) entre as promessas da campanha eleitoral e os primeiros meses do governador Ibaneis Rocha à frente do Palácio do Buriti gerou um debate sobre as mudanças de rumo dos governantes, na sessão ordinária da Câmara Legislativa do Distrito Federal desta quinta-feira (8).

Veras contou que arquivou todas os pronunciamentos e entrevistas do então candidato Ibaneis, pois "previa o descumprimento de diversas promessas". Desse modo, o deputado criticou a proposta anunciada de privatizar a CEB, a Caesb e o Metrô e lembrou que, no período eleitoral, o atual governador havia dito que "valorizaria os servidores da companhia energética e contava com eles para recuperar a empresa". Para o distrital, "não se pode adotar um discurso e depois agir de outro modo. É por isso que o eleitor não tem confiança nos políticos", analisou, adiantando que se posicionará contra as privatizações, seguindo a linha histórica do seu partido.

Na mesma direção, Leandro Grass (Rede) tratou da conduta do governo, no qual percebe "um show de incoerências, mentiras e contos de fadas, na publicidade". Na avaliação dele, voltar atrás nas promessas caracteriza o que denomina estelionato eleitoral. "Se, na campanha, o candidato faz compromissos, mas, ao começar a governar, faz o contrário, está enganando a população. Atitude que contribui para desacreditar todos da política", afirmou.

O contraponto foi feito pelo deputado Agaciel Maia (PR). "Os candidatos, de um modo geral, durante a campanha, tratam do que seja ideal. Mas, quando assumem os cargos e se deparam com uma série de dificuldades, como as limitações orçamentárias e financeiras, passam a conviver com a verdadeira realidade", ponderou. O parlamentar salientou não conhecer político de qualquer partido que tenha colocado em prática tudo o que sugeriu na campanha. Declarando não possuir "procuração para defender o governador", argumentou que há inúmeras situações que levam à mudança, como os problemas de caixa e questões corporativas, por exemplo.

Leandro Grass concordou em parte com a análise de Agaciel. "Muitas vezes, temos uma visão e acabamos aprendendo com o dia a dia", declarou. Contudo, avaliou ser necessário tomar mais cuidado na construção das propostas de campanha e sugeriu que os candidatos apresentem o que realmente podem cumprir. "Há inúmeros dados disponíveis, por isso os planos de governos não podem ser letra morta", acrescentou.

O deputado Hermeto (MDB) corroborou com a argumentação de Agaciel Maia sobre a passagem da campanha para o trabalho à frente do governo. O distrital também enumerou dificuldades e contou a sua própria experiência. Para ele, o desemprego é o principal problema que precisa ser fortemente atacado.

Após ouvir os colegas, Reginaldo Veras, que trouxe o tema ao debate, ratificou a necessidade de "não prometer o que não se pode cumprir". O governante eleito que age dessa maneira, segundo o deputado, mostra incoerência. "Temos de ter responsabilidade. Caso contrário a população acaba se desencantando", concluiu.

Colégio – Ainda durante a sessão ordinária, o deputado Chico Vigilante (PT) pediu apoio aos seus pares para que seja reivindicada, junto ao GDF, a urgente revitalização do Centro Educacional nº 10 no P Sul (Ceilândia). Fechado há cinco anos, os alunos da região têm sido levados diariamente para outras unidades escolares. De acordo com cálculos do parlamentar, o montante gasto com esse transporte pelo GDF "representa o valor necessário para construir dois colégios do mesmo porte". O centro recebia 1,7 mil alunos.

Condomínios – Por sua vez o deputado Roosevelt Vilela (PSB) lembrou a passagem do Dia do Empregado em Condomínio, comemorado nesta data.

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