Morre, aos 65 anos, o ator americano Val Kilmer

Morre, aos 65 anos, o ator americano Val Kilmer

abril 2, 2025 0 Por editor

O ator americano Val Kilmer morreu na terça-feira (1) em Los Angeles. Ele tinha 65 anos e causa da morte, segundo informações de familiares, foi pneumonia. Kilmer lutou por muito tempo contra um câncer de garganta.

Kilmer viveu alguns roqueiros no início da carreira, quando parecia destinado ao sucesso de bilheteria. Ele fez sua estreia no cinema em 1984 em “Top Secret!”, uma paródia de um filme de espionagem da Guerra Fria no qual estrelou como um cantor americano em Berlim que se envolve involuntariamente em uma conspiração da Alemanha Oriental para reunificar o país.

Ele fez uma performance vividamente estilizada como Morrison, o emblema da sensualidade psicodélica, em “The Doors” (1991) de Oliver Stone.

Ao lado de Michael Keaton e George Clooney, ele foi Batman em “Batman Forever” (1995), lutando em Gotham City com um Duas-Caras vivido por Tommy Lee Jones e um Charada protagonizado por Jim Carrey. Nem Kilmer nem o filme são considerados os melhores exemplos da franquia do homem morcego.

Nessa altura, porém, sua carreira tinha tomado outro rumo. Em 1986, o diretor Tony Scott o escalou para seu primeiro filme de grande orçamento, “Top Gun – Ases Indomáveis”, sobre pilotos de caça da Marinha. Kilmer interpretou Tom “Iceman” Kazansky, o rival arrogante da estrela Tom Cruise. Foi um papel que estabeleceu um precedente para várias atuações como coadjuvante. Ele reprisou o personagem em uma breve participação especial em “Top Gun: Maverick”, na sequência de 2022 do filme. Na época, sua voz havia sido prejudicada por uma traqueotomia realizada para o tratamento do câncer oito anos antes, e teve de ser recriada por meio do uso de inteligência artificial.

Ele foi coadjuvante com Michael Douglas, em “A sombra e a escuridão ” (1996), sobre caça ao leão na África do final do século XIX. Em “Pollock” (2000), estrelado por Ed Harris como o pintor Jackson Pollock, ele era um colega artista, Willem de Kooning. Ele interpretou Filipe da Macedônia, o pai de Alexandre, o Grande (Colin Farrell), no grandioso épico de Oliver Stone “Alexandre” (2004).

Ao longo de sua carreira,  Kilmer frequentemente deixou uma impressão, tanto para os espectadores quanto para os cineastas, de imprevisibilidade. “A maioria dos atores reconhece que há algo diferente nele”, disse Stone em uma entrevista de 2007. David Mamet, que dirigiu Kilmer no thriller político “Spartan” (2004), acrescentou: “Val tem algo que os atores realmente, realmente grandes têm: é capaz de fazer tudo soar como uma improvisação”.

Na tela, ele era carismático e curioso e não deixava seus personagens darem pistas emocionais facilmente. Fora da tela, ele teve sua cota de desentendimentos, especialmente no início da carreira, quando ganhou uma reputação de mau humor e egocentrismo. Um artigo de capa de 1996 sobre ele na Entertainment Weekly foi intitulado “O homem que Hollywood ama odiar”.

“Ele ofendia as pessoas por ser difícil de entender”, disse o Stone. Robert Downey Jr., atuou a seu lado em “Kiss Kiss Bang Bang” (2005), reconheceu em uma entrevista que não o suportava quando se conheceram, embora tenham se tornado grandes amigos. “Não é novidade que ele pode ser cronicamente excêntrico”, disse  Downey.

Biografia

Val Edward Kilmer nasceu em Los Angeles em 31 de dezembro de 1959 e cresceu no bairro de Chatsworth, no extremo noroeste da cidade, onde seus vizinhos eram Roy Rogers e Dale Evans e seus colegas de escola eram Kevin Spacey e Mare Winningham. Seu pai, Eugene, um incorporador imobiliário, e sua mãe, Gladys Ekstadt, se divorciaram quando Val tinha 9 anos. Seu irmão mais novo, Wesley, se afogou em uma piscina em 1977, um evento que assombrou Kilmer por anos depois.

Fonte: Forbes

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