Rock brasileiro de luto: morre Luiz Antônio Mello, da Fluminense FM, a “Maldita”
maio 1, 2025Por Luciano Lima
Morreu, nesta quarta-feira (30), aos 70 anos, o jornalista Luiz Antônio Mello, conhecido como LAM. O comunicador estava internado no Hospital Icaraí, em Niterói (RJ), e se recuperava de uma pancreatite. Ao passar por um exame de ressonância, sofreu uma parada cardíaca.
LAM se notabilizou por ter sido a mente por trás do projeto “Maldita” da Fluminense FM, rádio em Niterói que revelou grandes nomes do rock brasileiro na década de 1980. Barão Vermelho, Blitz, Legião Urbana e Os Paralamas do Sucesso são algumas das bandas que, até então novatas, se consagraram após passar pela programação.
Com passagens anteriores pela Rádio Tupi, Rádio Jornal do Brasil e Jornal Última Hora, LAM se envolveu com a Fluminense FM, à época esquecida, em 1981. Foi convidado para montar toda a programação da rádio e deu espaço não apenas para a cena do rock nacional daqueles tempos, como também a artistas mais ousados da MPB que não tinham espaço nas FMs.
No ano seguinte, a “Maldita” — como foi apelidada a Fluminense FM — estreou e fez história tanto por sua programação como, também, por ser a primeira emissora a contar somente com mulheres na locução. Conforme o próprio Mello, foi uma maneira de compensar o som pesado com registros de vozes mais suaves, além de combater o machismo da época, já que poucas comunicadoras tinham espaço no mercado.
Em 2024, LAM teve sua contada no cinema, no filme “Aumenta que é rock’n’roll”. A produção, do diretor Tomás Portella, conta o período em que Luiz e alguns amigos assumiram a direção da “Maldita”.
Este jornalista teve a alegria de conhecer o LAM em 1996, e a sua morte representa uma imensa perda para a história do jornalismo e do rock brasileiro. Que seu legado continue a inspirar gerações de comunicadores e amantes da música.
Fonte: Rolling Stones Brasil



