Eleição na Venezuela: Argentina, Costa Rica, Guatemala, Paraguai e Uruguai condenam ameaças e consideram que o processo eleitoral não é legítimo
julho 21, 2024Os governos da Argentina, Costa Rica, Guatemala, Paraguai e Uruguai emitiram uma declaração conjunta nesta sexta-feira (19) para expressar profunda preocupação com as condições sob as quais o próximo processo eleitoral será realizado na Venezuela, que tem eleições presidenciais agendadas para o próximo dia 28 de julho.
Na declaração, os governos denunciam o “assédio e a perseguição sistemáticas contra líderes e apoiadores da oposição venezuelana, bem como membros da sociedade civil”, o que consideram um sério obstáculo à realização de um processo eleitoral legítimo. É um processo marcado por incertezas e controvérsias.
O presidente da Venezuela, o ditador Nicolás Maduro, que busca a reeleição, faz seguidas ameaças ao venezuelanos. Afirmou que se não ganhar a eleição vai ter “banho de sangue”. Mas fica uma pergunta: Como perder uma eleição se o processo eleitoral é realizado e controlado pela ditadura de Maduro?
E as ameaças não param por aí. Maduro não quer apenas vencer. Ele foi claro que “quanto mais contundente for a vitória, mais garantia de paz vamos ter”.
É muito triste a situação dos venezuelanos, que geraram, nos últimos anos, a maior crise migratória desta natureza na história recente da América Latina por causa da imensa crise econômica. Desde 2014, cerca de 3 milhões de venezuelanos deixaram o país.



