Bill Gates, desafeto de Elon Musk, concede prêmio “político” a Lula. Em 2016, o PT deixou o poder com 52 milhões de brasileiros abaixo da linha da pobreza.

Bill Gates, desafeto de Elon Musk, concede prêmio “político” a Lula. Em 2016, o PT deixou o poder com 52 milhões de brasileiros abaixo da linha da pobreza.

setembro 24, 2024 0 Por editor

Por Luciano Lima

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta segunda-feira (23), em Nova Iorque, nos Estados Unidos, um prêmio da Fundação Bill e Melinda Gates pela atuação no combate à fome no Brasil, números, aliás, que Lula e o PT sempre foram muito bons em maquiar. Mais para frente conto a história.

E o que poderia estar por trás deste prêmio, que tem todas as digitais de ser apenas um “jogo de compadres”? O simples fato do bilionário Bill Gates ser um “inimigo” do também bilionário Elon Musk. O mundo inteiro sabe que os dois não se gostam e vivem trocando farpas. Musk não vive tempos “floridos” no Brasil e Gates quer aproveitar a situação e se aproximar de Lula. Será que precisa desenhar?

O mais triste nessa história toda é que o mapa da fome no Brasil continua sendo peça de propaganda publicitária. Os números da fome são sempre vítimas das conveniências políticas do “presidente de plantão”. A mensagem que se passa é que a fome, e o seu combate, sempre pode render grande repercussão e apoio popular.

Será que é por isso que a fome nunca acaba no Brasil? Se juntarmos todos os governos do PT, já são quase 18 anos no poder. E ainda têm coragem de “comemorar” prêmio de “atuação no combate à fome”?

O combate à fome no Brasil é uma obrigação de qualquer um que ocupe a cadeira no Palácio do Planalto. O Congresso Nacional promulgou, em 2003, a PEC da Alimentação, que diz o seguinte: “A partir de agora, o Estado é responsável pela alimentação do povo”. O direito humano à alimentação está expresso no artigo 6° da Constituição Federal. “ART.6° – São direitos sociais a educação, a saúde e a alimentação…”.

Portanto, é constrangedor que um país como o Brasil, com solos férteis, diversidade de biomas, bom clima e distribuição razoável de chuvas possa ter ainda milhões de brasileiros passando fome. Há realmente algo de errado!

E sabe o que é mais assustador? Além de sermos campeões mundiais de desperdício e integrarmos o mapa da fome mundial, o Brasil não isenta do pagamento de impostos os alimentos que compõem a cesta básica de consumo popular. É inacreditável! Vamos aguardar que a reforma tributária corrija esse absurdo.

A pobreza “maquiada” no Brasil

A notícia do prêmio recebido por Lula por sua atuação no combate à fome me fez lembrar uma matéria que havia sido publicada pela revista Veja, em 2017. O título era “O IBGE achou os milhões de pobres que Lula e Dilma esconderam”. Segue a íntegra da matéria:

“Em 2008, Lula proclamou a abolição da pobreza no Brasil. O então presidente da República informou que o Bolsa Família concluíra em ritmo de Fórmula-1 a espantosa façanha que começara com o Fome Zero em a Zero em alta velocidade: os pobres haviam sumido da face do Brasil.

Para que Dilma Rousseff não ficasse sem ter o que fazer no Palácio do Planalto, Lula legou à sucessora eleita em 2010 apenas alguns milhões de miseráveis. No Brasil lulopetista, como se sabe, miserável não é um pobre paupérrimo. É uma categoria à parte.

Em 2012, Dilma proclamou a abolição da miséria no Brasil, que se tornou o único país do mundo habitado por gente de classe média para cima. E Lula saiu pelo mundo cobrando 500 mil reais para ensinar, em palestras que duravam menos de 60 minutos, qual era o segredo de outro milagre brasileiro.

Em 2016, ano em que Dilma foi despejada do emprego por excesso de incompetência e falta de honestidade, mais de 52 milhões de brasileiros viviam abaixo da linha da pobreza.

Em agosto de 2016, Michel Temer assumiu a Presidência de um país em que 1/4 da população era (é) forçada a sobreviver com menos de 5,5 dólares por dia. Ou 18,20 reais. O IBGE descobriu que os pobres e miseráveis estavam onde sempre estiveram: distantes da classe média e a alguns anos-luz do mundo dos ricos.”

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