Ritmo de aumento da população de rua triplica com governo Lula

Ritmo de aumento da população de rua triplica com governo Lula

outubro 4, 2024 0 Por editor

A cada mês, em média, três vezes mais pessoas no Brasil têm sido registradas como moradoras de rua desde que Lula iniciou seu terceiro mandato como presidente.

Do começo do governo até julho de 2024 – último mês registrado –, o número de famílias vivendo nas ruas no país passou de 194,3 mil para 291,4 mil: 97,1 mil a mais. Os dados são da Secretaria de Avaliação, Gestão da Informação e Cadastro Único (Sagicad) do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

Em março deste ano, com só 15 meses da gestão Lula, o aumento do registro de famílias vivendo nas ruas no Brasil já havia superado o crescimento observado em todo o governo Bolsonaro (2019-2022). De janeiro de 2019 a dezembro de 2022, o total de famílias inscritas no Cadastro Único como “em situação de rua” havia aumentado em 77,5 mil.

No governo Bolsonaro, com a pandemia no meio do caminho, a média mensal de novas famílias nas ruas foi de 1.660. Sob Lula, a média triplicou: estava em 5.264 até julho de 2024.

O maior aumento mensal foi registrado em dezembro de 2023, quando 10 mil novas famílias entraram para a lista de população de rua, seguido por setembro de 2023, com 8,8 mil, e novembro de 2023, com 8,5 mil. Em 2024, o pior mês foi abril, quando 7.356 novas famílias passaram a viver nas ruas.

Assistencialismo tem impacto moral negativo nas pessoas, diz cientista político

Para Luiz Ramiro, doutor em Ciência Política pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP-UERJ), embora ainda não seja possível tirar conclusões definitivas sobre as motivações por trás dos dados recentes, os números deixam ao menos evidente a falácia do discurso de que o petismo é “bom para o social”.

A contradição entre a ênfase maior em programas assistencialistas, típica do PT, e o aumento do número de pessoas nas ruas é, para ele, só aparente. As duas coisas, na verdade, tendem mesmo a crescer juntas.

Decisão de Moraes que proibiu a remoção forçada de moradores de rua teve impacto?

O aumento passou a ser especialmente intenso a partir de setembro de 2023, pouco tempo após a decisão de julho de 2023 do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), confirmada pelo plenário, de proibir a remoção compulsória de moradores de rua.

No período de doze meses de agosto de 2023 a julho de 2024, de acordo com a Secretaria de Avaliação, Gestão da Informação e Cadastro Único (Sagicad) do Ministério do Desenvolvimento, o número de famílias morando na rua aumentou em 71,9 mil. Trata-se, de longe, do maior aumento da história para este período desde que os números começaram a ser registrados por esse sistema, em 2012.

O aumento entre agosto de 2023 e julho de 2024 foi muito mais alto do que o registrado entre agosto de 2022 e julho de 2023, quando 44,2 mil famílias a mais foram para as ruas.

Fonte: Gazeta do Povo/ por Leonardo Desideri

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