Leila do vôlei: seus dois pesos e duas medidas
novembro 13, 2024Por Luciano Lima
A senadora e medalhista olímpica Leila Barros, também conhecida por eleitores e fãs como Leila do Vôlei, publicou nesta quarta-feira (13), no Instagram, uma crítica ao governo do Distrito Federal por ter gasto, segundo a publicação, mais de R$ 3 milhões em dinheiro público com camarotes VIPs no Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1.
Na publicação, Leila disse: “É inacreditável ver R$ 3,2 milhões de dinheiro público serem gastos com camarotes VIPs na F-1, enquanto áreas do DF sofrem com a falta de investimentos em saúde, educação e infraestrutura”.

Não quero aqui julgar se a senadora pelo Distrito Federal tem razão ou não em suas críticas, que são amplamente democráticas. Ou seja, ela tem todo o direito de fazê-las. No entanto, é preciso que Leila Barros tenha essa mesma visão crítica dos gastos do governo Lula, do qual a senadora faz parte da base de apoio.
Segue alguns poucos dados. Em 2023, o governo Lula gastou cerca de R$ 1 bilhão em despesas de viagens. Ainda em 2023, o governo federal gastou uma fortuna com móveis e decoração para os palácios presidenciais.
No início de setembro deste ano, a primeira-dama Janja Lula da Silva gastou só com segurança em viagem ao Quatar cerca de R$ 283 mil. A ida de Janja para as Olimpíadas de Paris, entre 25 e 28 de julho deste ano, custou aos cofres públicos mais de R$ 230 mil. Será que todos esses elevados custos não poderiam ter sido diminuídos ou evitados para investirmos na população mais carente do Brasil?
E não pára por aí. O Festival Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, também conhecido carinhosamente como “Janjapalooza”, que acontece agora em novembro com apoio de várias estatais, vai gastar só com cachês cerca de R$ 900 mil.
Aí, fica a pergunta: será que todos esses cachês do “Janjapalooza” não poderiam ter sido revertidos para os mais famintos do Brasil? Já imaginou quase R$ 1 milhão a mais em compras de cestas básicas?
Fica a grande reflexão para a nossa senadora Leila Barros. A moeda nunca tem apenas um lado.
Se não mudar a situação, pelo menos vai mudar a disposição.
*Luciano Lima é historiador, jornalista e radialista



