Correios não vão mais abrir aos sábados
março 18, 2016
A
partir do amanhã (19), a maioria das agências dos Correios não vai mais
abrir aos sábados. A medida é uma forma de reduzir os gastos da empresa
e tentar chegar ao fim do ano com o orçamento em dia
partir do amanhã (19), a maioria das agências dos Correios não vai mais
abrir aos sábados. A medida é uma forma de reduzir os gastos da empresa
e tentar chegar ao fim do ano com o orçamento em dia
A
partir do próximo sábado (19), a maioria das agências dos Correios não
vai mais abrir aos sábados. A medida é uma forma de reduzir os gastos da
empresa e tentar chegar ao fim do ano com o orçamento em dia. Apenas as
agências com grande movimentação, como em aeroportos e rodoviárias,
continuarão abertas aos sábados.
“Queremos
fazer um ajuste financeiro para, que ao final deste ano, os Correios
não tenham deficit como no ano passado”, explicou o presidente dos
Correios, Giovanni Queiroz. O balanço de 2015 da empresa ainda não foi
concluído, mas no final do ano passado, Queiroz estimava que o deficit
da estatal chegaria a R$ 2 bilhões.
Segundo
o presidente, muitas agências são deficitárias e com baixo fluxo de
clientes aos sábados, como a de Teófilo Otoni (MG), onde a receita média
aos sábados é R$ 416 e a despesa para abrir é R$ 6,6 mil. “Não há nada
que justifique estar aberta ao sábado”, diz. A medida não vale para as
agências franqueadas dos Correios, só para as agências próprias.
Atualmente, os Correios têm 6.471 agências próprias e 1.011 franqueadas.
Redução
de despesas Até o fim do ano, a empresa espera economizar R$ 1,6 bilhão
com diversas ações de redução de despesas. Os Correios estudam a
possibilidade de fundir agências que estejam próximas, realocando os
funcionários e fechando as que dão prejuízo. Ainda neste mês, um
projeto-piloto deve começar a funcionar no Distrito Federal e depois
pode ser levado para outras cidades do país.
Queiroz
deu o exemplo de sua cidade natal, Redenção (PA), onde atualmente há
duas agências dos Correios, mas uma delas é pequena e deficitária. “Tem
uma agência maior, em que faltam funcionários, e tem muito mais
condições, fica a 800 metros da outra. Não faz sentido manter essa
outra, porque tem um custo muito alto”, diz. Ele garante que nenhum
município ficará sem pelo menos uma agência dos Correios.
O
presidente fez uma recomendação para que todas as agências reduzam o
pagamento de horas extras e o trabalho noturno dos funcionários. No ano
passado, a empresa pagou R$ 720 milhões com hora extra. “Em nenhuma
circunstância vamos prejudicar o serviço, vamos fazer um ajuste de
gestão”, garante.
O
corte pela metade dos gastos com publicidade e patrocínio, que no ano
passado significou R$ 380 milhões, também é objetivo dos Correios para
economizar. Outras medidas administrativas, como revisão de contratos de
aluguel, redução do uso de carros, telefone, viagens e diárias serão
adotadas. Também será feita uma auditoria na folha de pagamento para
detectar pagamentos irregulares de benefícios.
Aumento
de arrecadação Para aumentar as receitas, os Correios vão começar a
prestar os serviços de telefonia móvel virtual, chamada de MVNO (Mobile
Virtual Network Operator). A concorrência para escolher a operadora de
celular que irá fazer a parceria com os Correios para vender o chip com a
marca da empresa será feita nesta semana. Com o serviço, a empresa
pretende arrecadar R$ 282 milhões nos cinco anos de contrato.
Outra
medida para aumentar a arrecadação dos Correios será a ampliação do
número de agências que oferecem a venda de consórcios, como de veículos e
imóveis, de 190 para 3,2 mil até o fim do ano. A estatal também vai
investir no setor de logística e já iniciou a negociação para ser o
operador logístico oficial de todos os setores do governo federal, como
já faz com a distribuição de livros didáticos e de medicamentos.
partir do próximo sábado (19), a maioria das agências dos Correios não
vai mais abrir aos sábados. A medida é uma forma de reduzir os gastos da
empresa e tentar chegar ao fim do ano com o orçamento em dia. Apenas as
agências com grande movimentação, como em aeroportos e rodoviárias,
continuarão abertas aos sábados.
“Queremos
fazer um ajuste financeiro para, que ao final deste ano, os Correios
não tenham deficit como no ano passado”, explicou o presidente dos
Correios, Giovanni Queiroz. O balanço de 2015 da empresa ainda não foi
concluído, mas no final do ano passado, Queiroz estimava que o deficit
da estatal chegaria a R$ 2 bilhões.
Segundo
o presidente, muitas agências são deficitárias e com baixo fluxo de
clientes aos sábados, como a de Teófilo Otoni (MG), onde a receita média
aos sábados é R$ 416 e a despesa para abrir é R$ 6,6 mil. “Não há nada
que justifique estar aberta ao sábado”, diz. A medida não vale para as
agências franqueadas dos Correios, só para as agências próprias.
Atualmente, os Correios têm 6.471 agências próprias e 1.011 franqueadas.
Redução
de despesas Até o fim do ano, a empresa espera economizar R$ 1,6 bilhão
com diversas ações de redução de despesas. Os Correios estudam a
possibilidade de fundir agências que estejam próximas, realocando os
funcionários e fechando as que dão prejuízo. Ainda neste mês, um
projeto-piloto deve começar a funcionar no Distrito Federal e depois
pode ser levado para outras cidades do país.
Queiroz
deu o exemplo de sua cidade natal, Redenção (PA), onde atualmente há
duas agências dos Correios, mas uma delas é pequena e deficitária. “Tem
uma agência maior, em que faltam funcionários, e tem muito mais
condições, fica a 800 metros da outra. Não faz sentido manter essa
outra, porque tem um custo muito alto”, diz. Ele garante que nenhum
município ficará sem pelo menos uma agência dos Correios.
O
presidente fez uma recomendação para que todas as agências reduzam o
pagamento de horas extras e o trabalho noturno dos funcionários. No ano
passado, a empresa pagou R$ 720 milhões com hora extra. “Em nenhuma
circunstância vamos prejudicar o serviço, vamos fazer um ajuste de
gestão”, garante.
O
corte pela metade dos gastos com publicidade e patrocínio, que no ano
passado significou R$ 380 milhões, também é objetivo dos Correios para
economizar. Outras medidas administrativas, como revisão de contratos de
aluguel, redução do uso de carros, telefone, viagens e diárias serão
adotadas. Também será feita uma auditoria na folha de pagamento para
detectar pagamentos irregulares de benefícios.
Aumento
de arrecadação Para aumentar as receitas, os Correios vão começar a
prestar os serviços de telefonia móvel virtual, chamada de MVNO (Mobile
Virtual Network Operator). A concorrência para escolher a operadora de
celular que irá fazer a parceria com os Correios para vender o chip com a
marca da empresa será feita nesta semana. Com o serviço, a empresa
pretende arrecadar R$ 282 milhões nos cinco anos de contrato.
Outra
medida para aumentar a arrecadação dos Correios será a ampliação do
número de agências que oferecem a venda de consórcios, como de veículos e
imóveis, de 190 para 3,2 mil até o fim do ano. A estatal também vai
investir no setor de logística e já iniciou a negociação para ser o
operador logístico oficial de todos os setores do governo federal, como
já faz com a distribuição de livros didáticos e de medicamentos.

