Por falta de pagamento de reajustes, terceirizados entram em greve

junho 17, 2015 0 Por mediai
Governança-DF analisa dotação orçamentária para repassar verba às empresas e ressalta que salários estão em dia

Foto: Dênio Simões
Trabalhadores das áreas de limpeza, conservação, manutenção e alimentação que prestam serviço para empresas contratadas pelo governo de Brasília entraram em greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada durante assembleia realizada em frente ao Palácio do Buriti, na manhã desta quarta-feira (17), da qual participaram cerca de mil terceirizados, de acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal.
Apesar de estarem com os salários em dia, os empregados da Planalto Service, Juiz de Fora, G & E Serviços, Real JG Serviços e Servegel Apoio alegam não ter recebido o reajuste previsto na data base de janeiro deste ano (9% para quem ganha até R$ 1,5 mil e 7% para remunerações acima desse valor) e o acréscimo de R$ 4 no tíquete-alimentação, de R$ 20 para R$ 24. A categoria reivindica ainda a revisão do salário dos encarregados e fiscais. Para os funcionários da Planalto, falta o pagamento do 13º salário referente ao ano passado.
Os patrões justificam que não concederam os aumentos porque não receberam o repasse do governo. De acordo com a Secretaria de Gestão Administrativa e Desburocratização, a equipe da Governança-DF analisa a dotação orçamentária para a liberação de verba às empresas. Além dessa secretaria, fazem parte da Governança os titulares da Casa Civil, da Procuradoria-Geral do DF e das Secretarias de de Fazenda e de Planejamento, Orçamento e Gestão.
Segundo o Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio, Conservação, Trabalho Temporário, Prestação e Serviços Terceirizáveis (Sindiserviços), cerca de 5 mil terceirizados compõem a categoria. Eles estão distribuídos principalmente nas Secretarias de Educação, de Turismo, de Cultura e de Desenvolvimento Humano e Social e nas administrações regionais.
“Orientamos todos os trabalhadores a fazerem piquetes em frente aos locais onde trabalham durante os dias de paralisação até que sejamos recebidos pelo governo ou pelas empresas”, destacou a presidente do sindicato, Maria Isabel Caetano dos Reis.
A Secretaria de Relações Institucionais e Sociais informou que aguarda há dois meses a formalização das demandas para agendar um encontro. A pasta ressalta que está aberta para se reunir com a categoria, desde que haja uma solicitação formal.
Com a paralisação, as escolas públicas devem ser as mais prejudicadas. A Secretaria de Educação, porém, não prevê modificação no horário escolar. O expediente também segue inalterado nas administrações regionais, nos albergues da Secretaria de Desenvolvimento Humano e Social e nas unidades de internações da Secretaria de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude.
Fonte: Redação.