Ecletismo político: Grupos de Dilma, Aécio e Sarney dão as cartas no governo Rollemberg
julho 24, 2015
Por Fred Lima
Pegue uma lata vazia, de tamanho grande. Depois derrame dentro dela tintas de cores vermelha, branca, verde, amarela e azul. Qual será o resultado das cores? Confuso. Não vai dar para identificar uma cor que conhecemos. O governo Rodrigo Rollemberg está assim, sem ainda ter uma identidade definida. Não era para menos.
Ao tentar embarcar no navio toda a sorte de partidos políticos – mesmo erro de Agnelo –, Rollemberg vem governando com a “ajuda” de todos, incluindo a presidente Dilma Rousseff, o senador Aécio Neves e o ex-senador José Sarney. Por que os petistas ainda continuam no governo Rollemberg? Porque ele tem como conselheiros gente ligada à presidente. Rollemberg teme demitir os petistas e gerar um mal estar com o Palácio do Planalto, justo agora que precisa mais do que nunca de recursos federais para sanar a dívida deixada por eles, petistas.
Sérgio Sampaio, o chefe da Casa Civil, foi indicação de Aécio e do PSDB. Agora vejam que estranho: o competente Sérgio, muito ligado aos tucanos, vai ter que trabalhar com os… petistas de Agnelo e Dilma. Querem mais esquisitice? O petista Fábio Gondim, novo secretário de Saúde, foi indicação do clã Sarney e do PT.
Ao colocar no mesmo barco aliado e adversário político, Rollemberg, desesperado em busca de apoio, tem que acolher indicações que vão de extremos opostos (PT e PSDB) e de centro (PMDB). Estamos falando do governo mais eclético da história do DF até agora. E do governo que conseguiu uma proeza como nenhum antes: colocou para trabalhar juntos adversários históricos. Vai dar certo? Claro que não. Aguardem o resultado…
Da Redação

