“Não erre o Trump da próxima vez”
julho 17, 2024*Por Luciano Lima
Eu cheguei a uma conclusão e não vou abrir mão dela. Artistas, influenciadores digitais, atletas e políticos deveriam ter uma pena mais dura por incitarem ou endossarem o ódio ou a violência. São personalidades que têm grande alcance e possuem uma forte influência principalmente sobre crianças e jovens. Têm a obrigação de dar bons exemplos.
A forte e inapropriada frase “Não erre o Trump da próxima vez” foi dita pelo músico Kyle Gass, durante um show em Sydney, Austrália, da banda americana Tenacious D. Um dos integrantes e fundadores da banda é o astro Jack Black, comediante e ator de filmes de grande sucesso mundial, como “Escola de Rock”, “King Kong”, “As Viagens de Gulliver” e muitos outros.
O comentário infeliz contra Donald Trump, ex-presidente e candidato à presidência dos Estados Unidos, surgiu quando a banda celebrava o aniversário do guitarrista Kyle Gass no palco. Na hora que recebeu o bolo de Jack Black, Gass fez o pedido “Não erre o Trump da próxima vez”.
A repercussão foi tão negativa que o senador australiano Ralph Babet emitiu uma carta onde pedia a deportação imediata de Jack Black e Kyle Gases. O político também pediu para o primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, denunciar Tenacious D e revogar os vistos de Black e Gass.
Não podemos deixar de lembrar que a Austrália chegou a prender e depois deportar o tenista Nova Djokovic porque ele supostamente minou a confiança do público por não ter se vacinado. Por que os músicos do Tenacious D não tiveram o mesmo tratamento?
No Brasil, é preciso que medidas drásticas sejam tomadas para coibir ou frear o extremismo e toda e qualquer forma de incitação à violência. Doa a quem doer. Sejam de esquerda ou de direita.
Mas, infelizmente, a justiça em nosso país parece dirigir em apenas uma mão: do lado esquerdo.
*Luciano Lima é jornalista, historiador, radialista e um dos editores do site “Viver Política”



