Perguntar não ofende (ou ofende?): Por que o STF vai realizar um debate sobre as escolas cívico-militares de SP às vésperas das eleições na capital paulista?
outubro 17, 2024Por Luciano Lima
No próximo dia 22 de outubro vai acontecer uma audiência pública para debater as escolas cívico-militares (ECIMS) no Estado de São Paulo, convocada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e que será realizada às vésperas da disputa do segundo turno para a prefeitura de São Paulo.
Detalhe: a ação foi impetrada pelo PSOL, partido do candidato Guilherme Boulos, adversário do candidato Ricardo Nunes (MDB) na disputa pela cadeira no Palácio do Anhangabaú. Estranho, não!? O STF não poderia ter adiado o debate para depois das eleições? Como dizia minha vó: “tem caroço nesse angu”.
O ministro Gilmar Mendes, do STF, divulgou, no último dia 10 de outubro, a lista de participantes e o cronograma da audiência pública. Para surpresa zero de todos, a esmagadora maioria das pessoas selecionadas para participar tem viés contrário ao modelo das escolas cívico-militares. Ou seja, não será um debate nada equitativo e democrático.
As esquerdas têm ódio das escolas cívico-militares. Para esses fanáticos, a educação é feudo deles e é onde arregimentam a sua massa de manobra.
Já a grande maioria da população, principalmente as famílias atingidas pelo modelo cívico-militar, é completamente favorável ao modelo por causa dos resultados positivos que têm sido alcançados em indicadores educacionais e até mesmo de segurança pública.
Portanto, não é possível acabar com algo que está dando certo apenas por causa de ideologias políticas. É preciso, antes de qualquer coisa, ouvir a população.
E para encerrar, é importante que a população acompanhe o debate que vai acontecer no dia 22. O canal do YouTube do Supremo Tribunal Federal deve realizar a transmissão.
O Brasil não é para amadores.
*Luciano Lima é historiador, jornalista e radialista



