Só no Brasil, especialmente no Maranhão, que é possível educar com o “Cuelho”

Só no Brasil, especialmente no Maranhão, que é possível educar com o “Cuelho”

outubro 20, 2024 0 Por editor

Por Luciano Lima

O episódio envolvendo uma performance polêmica realizada pela cantora travesti e historiadora Tertuliana Lustosa na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), no último dia 17 de outubro, gerou intensas reações no ambiente universitário brasileiro e mostra a decadência da educação no Brasil. Realmente é possível “Educar com o Cuelho”?

O debate em torno dos limites da liberdade de expressão e do uso de espaços públicos para manifestações diversas foi reacendido após a apresentação da funkeira, que durante sua palestra incluiu uma dança pornográfica e expôs partes íntimas para a plateia. Detalhe: o evento foi custeado com recursos públicos.

Denominada “Educando com o “Cuelho”, a performance levou uma travesti cantora de Funk, mestranda e historiadora a um evento organizado na Universidade Federal do Maranhão. 

Enquanto se apresentava na mesa-redonda, a travesti subiu na bancada e, protagonizando uma dança erótica, cantou: “No mestrado da putaria, vou te ensinar gostoso, dando aula na sua pic*. Aqui não tem nota, nem recuperação, não tem sofrimento e se aprende com tesão. De quatro, empino o c. Educando com o c*”.

O evento “acadêmico” no Maranhão, o estado com o menor Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil, mostra os imensos e preocupantes desafios da educação no Brasil e a ideologização do ambiente universitário.

A situação não é grave somente nas universidades. É preocupante também nas escolas em todo o Brasil. Há uma tentativa clara de destruição da educação. Querem jogar nossas crianças e jovens na desordem, sem base sólida e à mercê de ideologias falidas.

A sociedade e o Congresso Nacional precisam debater o atual descontrole e falhas na gestão educacional no Brasil, que está entre as piores do mundo.

É preciso priorizar a promoção do desenvolvimento do pensamento crítico e intelectual. O espaço de aprendizagem não pode nunca ser desrespeitado.

*Luciano Lima é historiador, jornalista e radialista

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