A dramaturgia brasileira perde Ney Latorraca
dezembro 26, 2024Por Luciano Lima
Se alguém me perguntasse quais as atuações que mais me marcaram em toda carreira do maravilhoso e espetacular Ney Latorraca, facilmente responderia o “Mederiquis”, da novela Estúpido Cupido, o gigolô “Esmeraldo”, na minissérie Memórias de um Gigolô, o “Conde Vald”, em Vamp, e o hilário “Barbosa”, no humorístico TV Pirata. Tempos de ouro da dramaturgia brasileira.
A notícia da morte do ator na manhã desta quinta-feira (26), no Rio de Janeiro, foi um duro golpe na já cambaleante dramaturgia brasileira, cada vez carente de grandes atores. Ney tinha uma interpretação apaixonante e vai deixar muita saudade.
Ney Latorraca faleceu aos 80 anos e a causa da morte foi problemas em decorrência de uma sepse pulmonar causada por câncer de próstata já estado de metástase.
Ney Latorraca fez a primeira novela em 1968 na TV Tupi, depois teve passagens pela Record e RTC até entrar na primeira produção da Globo, “A Escalada” de 1975, e construir uma carreira sólida na emissora.
O último trabalho do ator em uma novela aconteceu em 2017, quando interpretou o Sir Edward Millman em “Novo Mundo”. Dois anos depois ele fez uma participação na série de comédia “Cine Holliúdy”.



