O Auto da Compadecida 2: lamentável!

O Auto da Compadecida 2: lamentável!

dezembro 27, 2024 0 Por editor

Por Luciano Lima

Juro que estava com uma imensa expectativa para assistir o filme brasileiro “O Auto da Compadecida 2”. Afinal de contas, foram 24 anos esperando para ver novamente juntos os caricatos e engraçados “Chicó” (Selton Mello) e “João Grillo” (Matheus Nachtergaele). Mas a alegria da espera durou muito pouco.

Sou um fã incondicional dos magníficos atores Selton Mello e Matheus Nachtergaele. O primeiro filme é um clássico e, particularmente, considero uma das obras-primas do cinema brasileiro. Mas ao fim da película da segunda parte, em um cinema de Brasília, corri para casa e fui assistir o primeiro “O Auto da Compadecida”. Tive uma crise de abstinência e senti muita falta do “Eurico” (Diogo Vilela), da “Dora” (Denise Fraga), do “Major Antônio Moraes”(Paulo Goulart), do “cangaceiro Severino” (Marcos Nanini) e do “Vicentão” (Bruno Garcia).

“Chicó” e “João Grillo” se esforçaram e até apresentaram momentos divertidos, mas “O Auto da Compadecida 2” é um filme ruim e comprometeu o legado do primeiro lançado em 2000 pelo talentoso e experiente Guel Arraes, que também assina com a diretora Flávia Lacerda a continuidade da obra.

A grande verdade é que o filme caiu na síndrome das sequências dos filmes nacionais. Parecia mais uma peça teatral. Faltou um pouco de conexão das cenas e da história. Além da mensagem subliminar de que Jesus Cristo pode aceitar mentira. E detalhe: lançado no Natal. Foi chato!

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