Hamas e o holocausto dos tempos modernos
março 18, 2025Por Luciano Lima
É impossível colher paz de onde só se planta ódio. Não existe diálogo com quem não quer dialogar. Negociar com o Hamas é como se o governo brasileiro quisesse sentar à mesa para negociar com o Comando Vermelho ou PCC. Que tipo de conversa republicana poderia sugir com assassinos, extremistas e criminosos?
O Hamas não quer a paz e faz o povo palestino, crimininosamente e covardemente, de escudo para continuar alimentando o mundo com muito ódio, desinformação e preconceito. O Hamas, e outros grupos terroristas, querem negar o direito do povo e do Estado judeu de existirem e se defenderem. O próprio estatuto de fundação do grupo terrorista, escrito em agosto de 1988, defende a extinção do Estado de Israel.
É preciso que o mundo pare de hipocrisia. E este recado serve inclusive para o governo Lula, que se nega a reconhecer o Hamas como grupo terrorista, mesmo diante de escancaradas violações dos direitos humanos.
Fato é que Israel hoje é alvo de um novo antissionismo, que se disfarça de crítica política. O que diferencia o antissionismo do antissemitismo clássico é o foco no Estado de Israel, que está sujeito a críticas por suas intervenções militares e ações políticas, mas que não pode ter o seu direito de existir questionado. Isso é discriminação! É o holocausto dos tempos modernos.
A criação do Estado de Israel foi uma decisão tomada pela comunidade internacional, inclusive com a participação e voto favorável do Brasil, reconhecendo o direito do povo judeu a um lar nacional em sua terra ancestral. E não podemos esquecer que Israel surgiu também como resposta ao Holocausto, quando quase 10 milhões de judeus foram exterminados pela Alemanha nazista.
O Hamas quer que o mundo negue o direito à autodeterminação do povo judeu. E para isso, age com violência, desrespeitando sempre de forma muito cruel os direitos humanos. Esses assassinos violam todos os princípios de justiça que a comunidade internacional defende.
O povo palestino só terá paz quando se livrar da escravidão imposta pelos terroristas do Hamas. É impossível colher paz de onde só se planta ódio.
*Luciano Lima é historiador, jornalista e radialista



