A CBF e parte da imprensa esportiva têm culpa pela crise na seleção brasileira
março 26, 2025Por Luciano Lima
Quem gosta de futebol sabe que a seleção brasileira não está bem há décadas. E não tenho dúvida de que os grandes responsáveis por todo este estado de coisas é a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e parte da imprensa brasileira, que “passava pano”, por questões ideológicas, para um dos maiores responsáveis pelo retrocesso do Brasil nos últimos anos: o desastroso técnico Tite.
Durante mais de cinco anos, Tite foi protegido pela CBF e por boa parte da imprensa que achava que ele era a solução para a nossa seleção. Resultado: fiasco nas Copas de 2018 e 2022. Pois é, tem um ditado popular que diz o seguinte: “errar é humano, mas persistir no erro é burrice”. O Brasil foi e é um exemplo clássico de que o raio pode cair duas vezes no mesmo lugar.

Tite passou praticamente por dois ciclos sem enfrentar nenhuma seleção da elite do Velho Continente. E mesmo assim, foi ovacionado por boa parte da imprensa brasileira. Tite, na minha opinião, foi a maior Fake News da história da seleção canarinho.
Colômbia e Argentina
Então, vieram os dois últimos confrontos contra Colômbia, em Brasília, e Argentina, em Buenos Aires, pelas eliminatórias da Copa do Mundo 2026. E apesar da vitória sobre a inconstante seleção colombiana (2 a 1), o futebol brasileiro mostrou contra a Argentina que ainda está bem distante das principais seleções do mundo no quesito ‘conjunto’. Nossos valores individuais não deixam a desejar para nenhuma das grandes seleções do planeta. Muito menos para a Argentina.
E parece que boa parte da imprensa esportiva do nosso país esqueceu dos anos de retrocesso porque passou (e ainda passa) o nosso futebol. Alguns canais de TV chegaram a enaltecer, principalmente na partida contra os argentinos, o comando do Tite, que segundo eles “pelo menos tomava poucos gols”.
Aliás, é preciso fazer “justiça”: alguns jornalistas esportivos estavam jogando contra a seleção e o comando de Dorival Júnior desde a partida contra a Colômbia. Chegaram a fazer previsão de derrota para a partida em Brasília.

Caso Raphinha
Considero que foi desnecessário e infeliz o comentário feito pelo jogador Raphinha, em uma conversa com o ex-jogador e senador Romário, de que daria “porrada” nos argentinos dentro e fora de campo. Aliás, foi uma baita bola fora também do senador.
Mas fato é que a própria imprensa brasileira “castigou” e “crucificou” o jogador brasileiro. Pura hipocrisia de uma imprensa soberba, com péssimos profissionais e contaminada ideologicamente. Tem até ex-baterista de banda de rock dando palpite.
Chego à conclusão de que não precisavam ter machucado tanto o jogador brasileiro. Sabe quando a imprensa argentina cometeria tal atitude? NUNCA! Eles iriam é apagar o incêndio com querosene.
Resultado: Raphinha entrou em campo visivelmente abalado. Considerado um dos melhores jogadores do mundo, o craque do Barcelona estava apático e sentiu claramente o golpe. E, com certeza, contaminou todo o ambiente da seleção. O restante da história todo mundo já sabe: ARGENTINA 4 X 1 BRASIL.
*Luciano Lima é historiador, jornalista e radialista



