PEC da Segurança: se não tem “guarda nacional”, Governo Lula aposta em uma maquiada intervenção

PEC da Segurança: se não tem “guarda nacional”, Governo Lula aposta em uma maquiada intervenção

abril 16, 2025 0 Por editor

Por Luciano Lima

Não tenho dúvida que a PEC da Segurança Pública é um desastre. A única coisa que o Governo Lula realmente está preocupado é com a centralização de recursos e de poder, que, a longo prazo, vai aumentar o caos na já insustentável situação da segurança pública do Brasil.

Já está sob análise do Congresso Nacional a proposta de emenda à Constituição denominada PEC da Segurança Pública, de autoria do atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, o mesmo que, em 2018, enquanto ministro do STF, liberou milhares de traficantes mulheres e, em 2017, mandou para casa o maior traficante da região Centro-Oeste, Marcelo Gomes de Oliveira, conhecido no mundo do crime como ‘Marcelo Zói Verde’.

Não há como esconder. Nem com uma boa maquiagem. É uma proposta política e uma movimentação do governo federal para ocupar espaços na segurança pública e fazer uma espécie de intervenção nos estados. Ou seja, tem o claro objetivo de conceder ao Governo Lula o poder de produzir normas gerais de observância obrigatória para os estados e municípios.

No Brasil de hoje, é impossível falar em segurança pública quando você tem o poder judiciário alinhado ideológica e politicamente com o Palácio do Planalto, protegendo muito mais o bandido que o próprio cidadão. Quando um ladrão de galinha ou uma mulher que pichou uma estátua com batom são presos, para tirar da cadeia é difícil. Agora, para tirar um traficante não demora uma semana. Como acreditar que o Governo Lula pode estar bem intencionado com uma proposta de segurança pública intervencionista?

Fato é que o Governo Lula sonha com uma “Guarda Nacional”, nos moldes de algumas ditaduras latino-americanas. Não estão interessados em gestão. Querem mudança na Constituição Federal para ampliar a atuação e uma intromissão totalmente desnecessária em uma pauta que o PT e as esquerdas sempre pregaram o “Teatro dos Horrores”. Bandido para essa turma é “pobre coitado” e “vítima da sociedade”.

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