Sucessão no Vaticano: a igreja Católica precisa de um papa menos ligado à Teologia da Libertação e com menos comprometimento ideológico
abril 23, 2025Por Luciano Lima
Sempre tive profundo respeito pelo Papa Francisco. Lamentei profundamente o seu falecimento e acredito que seu empenho no combate à intolerância e ao preconceito foram pautas que aproximaram mais a igreja católica das minorias. Afinal de contas, Jesus Cristo nunca foi preconceituoso e a igreja não direito de ser.
Mas o pontífice argentino nunca esteve livre e nem muito longe de críticas. Confesso que como católico praticamente, e com muitos defeitos, fiz o possível e o impossível para não criticar posicionamentos e comportamentos do sucessor de São Pedro.
No entanto, diante de algumas matérias jornalísticas e publicações nas redes sociais, fui instigado a romper o meu silêncio. Pessoalmente, entendo que houve alguns avanços com seu papado, mas no campo geopolítico deixou muito a desejar. Silêncio quando não deveria haver silêncio e posicionamentos ideológicos quando o certo seria pregar o diálogo.
Outro fato que muito me desagradou foi o seu alinhamento com a Teologia da Libertação, que, particularmente, considero um câncer da igreja Católica. Bento XVI dizia que a Teologia da Libertação é a pior das heresias da história da igreja. Papa João Paulo II lutou arduamente, durante o seu pontificado, contra o comunismo e a Teologia da Libertação, que prefere “vender” a imagem de um Cristo subversivo, revolucionário e insubordinado às autoridades religiosas.
No Brasil, a morte do papa Francisco foi uma perda significativa para Lula, com quem tinha uma relação bem próxima e um alinhamento em “pautas sociais” e até ideológico. Francisco chegou a enviar carta de apoio ao presidente quando este estava preso. E sejamos honestos: Lula só lembra que é católico no período eleitoral.
No Vaticano, já está em andamento um pré-conclave. E, sinceramente, espero que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tenha pouca influência na escolha do próximo Papa. E faço das palavras do meu amigo jornalista Renato Riella as minhas: a CNBB está para os católicos assim como a CBF está para o futebol brasileiro. Acho que não é preciso desenhar.
*Luciano Lima é historiador, jornalista e radialista



