Caso Sarah: é preciso recuperar a autoridade da família sem discurso oportunista e ideológico
abril 17, 2025Por Luciano Lima
A tragédia que levou à morte da pequena Sarah Raíssa Pereira, de apenas 8 anos, chocou a todos. É uma tragédia sem precedentes que precisa de um debate sério, honesto e longe dos oportunistas contaminados com posições ideológicas. E como não poderia deixar de ser, a turma patética do “quanto pior, melhor” está se aproveitando do trágico caso para impor novamente a aprovação da regulamentação das redes socias.
É cultural em nosso país, e em nossa sociedade, querer culpar alguém ou alguma coisa por algo errado ou por alguma tragédia. Em tempos de polarização política e extremismos, a situação está bem mais séria. É como se não houvesse mais vida inteligente. E o achacadores ideológicos encontraram um terreno fértil.
Infelizmente, a grande verdade é que estamos terceirizando a educação e a atenção que deveríamos dar aos nossos filhos e a culpa nunca é nossa. Estamos em um mundo onde o TER subjuga o SER 24 horas por dia e os pais fingem ao achar que seus filhos estão protegidos dos males do mundo.
Primeiramente, é importante lembrar que a Internet é um ambiente livre e assim tem que continuar sendo. Só é preciso entender que não é um ambiente livre de regras jurídicas. Ou seja, as leis que existem para o mundo offline, existem também para o mundo online.
O filósofo Descartes um vez disse: “Penso, logo existo”. Trazendo para o mundo globalizado e tecnológico de hoje, a frase mudaria para “Publico, logo existo”. Ou seja, ninguém está completamente invisível aos olhos da lei. Portanto, qualquer tipo de regulamentação, tendo o Estado como árbitro da verdade, é simplesmente CENSURA.
Voltando ao caso da Sarah, e de muitos outros já amplamente divulgados no Brasil, a receita é simples: a família precisa recuperar a sua autoridade. A omissão custa muito caro! AUTORIDADE não é AUTORITARISMO. Quem educa é o papai e a mamãe. Filhos precisam obedecer regras. A famílilia precisa impor limites e disciplina. E quando nada disso acontece, infelizmente as lágrimas, os lamentos e a saudade são o único subterfúgio.
As famílias precisam voltar a investir no diálogo. Pai e mãe que conversam com os filhos, a autoridade é percebida de forma natural. E pode ter certeza que as crianças e os adolescentes vão aprender a utilizar em suas outras relações, fora do âmbito familiar, as ferramentas da compreensão e do entendimento.
Termino dizendo para os pais que quando uma criança nasce é um voto de confiança que é dado. Perder, vai dar um enorme trabalho para recuperar. Não existe processo fácil e nem soluções prontas. Mas se há diálogo, respeito e presença de Deus no ambiente familiar, tudo fica bem mais fácil.
*Luciano Lima é historiador, jornalista e radialista



