Salve a Amazônia: 2024 foi um ano de muito sofrimento para a maior floresta tropical do mundo
dezembro 23, 2024Por Luciano Lima
O ano de 2024 foi um ano para ser esquecido pelos povos da floresta amazônica. Além da secas que castigaram a maior bacia hidrográfica do mundo, a região teve o maior número de focos de calor dos últimos 17 anos, de acordo com os dados do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) deste ano. Até o início de dezembro foram 137.538, o que inclui queimadas, controladas ou não, e incêndios florestais. O período só não foi pior do que em 2007, que registrou 186.480 focos.
A região concentrou 50,6% de todos os focos de incêndios do país. Os incêndios nesse bioma tem consequências desastrosas. Não se trata apenas de área devastada, mas da capacidade de reação do meio ambiente de resistir ao fogo.
As cascas das árvores são mais finas e as folhas mais membranosas. Por isso, o bioma sofre mais, que em outras áreas do país, dificultando ainda mais a recuperação. Rico em diversidade, o bioma é mais sensível do que se pode imaginar.
Em 2023, 18 pesquisadores do Brasil e do exterior publicaram um artigo falando da degradação da floresta amazônica que está sendo provocada pelos os incêndio. O medo dos pesquisadores é de que a Amazônia passe a emitir mais gás carbônico do que absorve hoje.
Em 2025, Lula vai ter que ir além do discursos fáceis e de pantomimas para salvar a Amazônia, a maior floresta tropical do planeta. Vai ter que se esforçar mais um pouco para ajudar o planeta a se salvar do aquecimento global.



