Novo mínimo e isenção de IR
maio 2, 2023O presidente Lula anunciou o aumento do salário-mínimo. Era uma promessa de campanha que ganha oficialização em rede de rádio e TV. O aumento é de 1,4% e já está valendo desde ontem. O novo mínimo passa a R$ 1.320,00. O desejo do governo é repetir o que foi possível nos primeiros mandatos petistas onde houve ganho real nos reajustes do salário-mínimo. Com reajuste acima do percentual anual da inflação o resultado tende a ser recuperação do poder de compra. Claro que reajustes pequenos levam a ganhos pequenos, quando estes ocorrem. O impacto real precisa acontecer e ser avaliado em perspectiva. No longo prazo, a tendência é de que os gastos obrigatórios (aluguel, saúde, comida, transporte, etc) consumam parcelas menores dos vencimentos dos trabalhadores. Claro, se a política for mantida ao longo do tempo.
Mas nem sempre
Há casos em que o ganho a mais não representa aumento real do poder de compra. Simulemos uma família que ganhou um reajuste de 1% acima de uma inflação hipotética de 5%. O reajuste, então, teria sido de 6%, com 1% de aumento no poder de compra. Suponhamos que a mesma família tenha um desequilíbrio nos gastos com transporte e este seja um ramo onde a inflação foi maior que os 5% (Exemplo: caso a gasolina tenha subido mais do que isso e a família continua pagando o combustível). Nesse caso, o valor acima da inflação pode ser consumido ou parcialmente consumido comprometendo o que seria uma valorização da renda.
Isenção
Outra medida anunciada em homenagem ao feriado de 01 de maio foi o aumento do teto de isenção do imposto de renda para as pessoas físicas. Até agora, estavam isentos do pagamento, os contribuintes com renda mensal igual ou inferior a R$ 1.903,98. Com a Medida Provisória assinada por Lula, passam a ser obrigados os trabalhadores com ganho mensal acima dos R$ 2.640,00. A nova faixa vale para as declarações do Imposto de Renda de 2024, sobre o calendário de 2023.



