Neste 15 de outubro é dia de lembrar da professora Heley e de muitos guerreiros que se dedicam a salvar vidas em nome da educação

Neste 15 de outubro é dia de lembrar da professora Heley e de muitos guerreiros que se dedicam a salvar vidas em nome da educação

outubro 15, 2024 0 Por editor

*Luciano Lima

É impossível comemorar o Dia do Professor e não lembrar da professora Heley de Abreu Silva que morreu, em 2017, depois de tentar salvar crianças de um incêndio criminoso no Centro Municipal de Educação Infantil de Janaúba, norte de Minas Gerais.

No dia 5 de outubro de 2017, o vigia Damião Soares dos Santos invadiu a unidade de ensino infantil, jogou gasolina no chão e ateou fogo na sala onde a professora Heley estava com seus alunos. A professora entrou em luta corporal com o criminoso para tentar salvar as crianças. Infelizmente, não conseguiu. Ela morreu com 90% do corpo queimado e a tragédia resultou em 14 mortos e mais de 50 feridos.

Assim como a professora Heley, que deu a própria vida para salvar seus alunos, existem milhares de professores que atuam em áreas vulneráveis à violência em várias regiões do Brasil e colocam suas vidas em risco todos os dias em nome da educação. Existem hoje, no Brasil, professores que são obrigados a terem diálogo com traficantes para conseguir ensinar. É um absurdo! E ainda tem gente que é contra as escolas cívico-militares.

Diante do cenário de medo, com a violência crescente em todo o ambiente escolar, desvalorização, extremismos e ideologias políticas, tentativas sucessivas de destruição da família, da educação e do ambiente escolar, é fundamental que o Brasil realmente implemente políticas públicas eficazes que garantam ao professor e ao aluno um ambiente de aprendizagem saudável e seguro.

E não adianta: qualquer que seja o caminho para salvar a educação no Brasil, ele passa pela valorização dos professores, afinal nem o Facebook, Instagram ou X (ex-Twitter) são capazes de lidar com a complexidade humana, especialmente na formação de nossos cidadãos.

Portanto, a todos os mestres, guerreiros da educação, o meu mais profundo e sincero carinho.

*Luciano Lima é historiador, jornalista e radialista

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